Implantação e meio ambiente

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O projeto piloto da Casa Autônoma está sendo construído em uma área residencial próximo ao Plano Piloto de Brasília, denominada Setor de Mansões Park Way, inserido na APA dos córregos do Gama e Cabeça de Veado, em lote de 3.125 m².

 


O terreno caracteriza-se por possuir uma relativa declividade e é muito úmido, característica esta que lhe dá uma condição de exceção em relação ao padrão de normalidade dos solos do Plano Piloto.
Um perfil do terreno indica uma camada superficial de turfa, rica em matéria orgânica e logo abaixo uma camada de argila. O lençol freático aflora a uma profundidade aproximada de 80 centímetros. O solo pode ser classificado como HIDROMÓRFICO CINZENTO, uma ocorrência pouco comum no cerrado (cerca de 2%). Caracteriza-se por possuir uma espessa camada escura de matéria orgânica mal decomposta sobre uma camada acinzentada (gleizada), resultante de ambiente de oxirredução.



Na lateral do terreno, corre um dreno artificial subterrâneo que deságua em uma pequena cisterna no fundo do lote, formando um córrego d'água permanente.
O lote do projeto situa-se na jurisdição da APA (Área de Proteção Ambiental) do Córrego do Gama e do Córrego Cabeça de Veado e, apesar de ser protegida por lei, encontrava-se bastante influenciada pela ação antrópica. Tomou-se como ação prioritária a preservação das poucas espécies nativas ainda presentes na área. Assim foram preservadas alguns exemplares da Embaúba, um exemplar de Samambaiaçú e algumas espécies arbustivas.

A implantação levou em consideração um rigoroso estudo das características climáticas ao nível do macro e do micro-clima. Este estudo resultou em um conjunto de Diretrizes Bioclimáticas que foram adotadas desde a concepção inicial. As diretrizes bioclimáticas, por sua vez, deram origem ao conjunto de soluções adotadas em consonância com o partido formal e as soluções funcionais.