Água da chuva Bella Calha - Calhas de alumínio 

 

3P Technik - Sistema de Aproveitamento de Águas da Chuva

A captação das águas da chuva é feita através de calhas no telhado. As águas são armazenadas em reservatórios após passarem por um filtro especial para águas da chuva modelo VF1 da 3Ptechnik. Os reservatórios tem capacidade para cerca de 15.000 litros, o que proporciona uma autonomia, quando totalmente cheios, de 75 dias. A água da chuva na Casa Autônoma será usada na lavanderia, lavagens de pisos e calçadas e na alimentação dos espelhos d'água. O sub-sistema de captação de água da chuva faz parte do Sistema hidro-sanitário.

Tratamento do esgoto secundário

As águas do esgoto secundário são tratadas através de um equipamento exclusivo desenvolvido pelo LabCau. Considera-se como esgoto secundário as águas provenientes da lavanderia, ralos, chuveiro e pias de banheiro. O equipamento modelo TAS 1000 pesquisado pela Fitoplannus através de sua marca Agá-dois-óh, é capaz de tratar 1000 litros de águas servidas por dia, através de processos de retenção de sólidos e diversas filtragens.

Tratamento do esgoto primário

Rotogine - Sistema de tratamento de Águas

As águas do esgoto primário são tratadas através de um sistema que prevê todas as etapas listadas nas normas NBR 7229 e NBR 13969. São elas:

1) Tanque séptico

2) Reator anaeróbico

3) Reator aeróbico

4) Tanque de decantação

5) Reativação do lodo

6) Esterilização

7) Filtragem

Os equipamentos utilizados nesta central de tratamento são fornecidos pela Rotogine e pela Fitoplannus.

Esterilização  

As águas utilizadas em alguns sistemas do Projeto são esterilizadas através de um processo que utiliza lâmpadas ultra-violeta como bactericida. Estas lâmpadas, utilizadas com o comprimento de onda adequado, tem a propriedade de destruir o material genético das bactérias impedindo que as mesmas se reproduzam e formem colônias. Neste processo é utilizado um equipamento especial desenvolvido pelo LabCau  que consiste em uma câmara por onde circula a água que entra em contato com a lâmpada ultra-violeta. Um controlador de vazão regula a intensidade da saída da água proporcionando assim a possibilidade de regulagem do tempo de exposição da lâmina d’água aos raios esterilizadores.  

Economia de água  

São utilizados na casa, metais sanitários especiais que tem a característica de serem economizadores de água. Estes metais são produzidos pela DOCOL. Destaque para a linha..... que contém sensores de acionamento por presença. Outra novidade são as válvulas de controle de vazão de água, instaladas nos chuveiros e pias.  

Dimensionamento elétrico

O dimensionamento de sistemas autônomos está ligado diretamente ao desempenho do sistema como um todo. O desempenho relaciona três variantes principais: a energia requerida, a eficiência e a capacidade produtiva.

A energia requerida é definida pelos elementos de utilização do sistema e pelas exigências específicas de conforto requeridas pelo clima. É calculada em função da potência, do consumo dos elementos e do tempo de utilização.

A eficiência consiste da capacidade de obtenção do insumo com o mínimo de perda. As perdas são as parcelas de energia elétrica que são dissipadas em outras formas de energia e que não chegam ao destino final  ou elemento de utilização.

A capacidade produtiva é definida pela quantidade nominal de energia possível de ser gerada ou captada.

A relação do desempenho do sistema é assim a relação entre estas três variantes. Um sistema autônomo com alto desempenho deve possuir alta eficiência com boa capacidade produtiva atendendo ao mínimo de energia requerida.

O dimensionamento é a aplicação prática do estudo do desempenho e de suas variantes.

No dimensionamento de um sistema autônomo de energia são analisados os geradores que são os fornecedores do insumo energético, os condutores que transmitem a energia (fios e cabos), os controladores de carga que regulam a voltagem do gerador e o estado de carga das baterias, os acumuladores (baterias) que armazenam a energia gerada para o aproveitamento futuro e os inversores transformam a corrente contínua gerada em corrente alternada própria a utilização na maioria dos equipamentos eletrodomésticos. A figura 28 representa um esquema típico de uma instalação autônoma

 

Para o dimensionamento dos painéis e banco de baterias foi utilizado um método simplificado de avaliação horária. A tabela 3  apresenta as médias de horas de insolação para Brasília e o valor adotado em projeto de 6,8 horas /dia de insolação:

Para atender a energia requerida o dimensionamento do Projeto Casa Autônoma deve ter as seguintes configurações:

Características do Sistema Híbrido adotado em projeto: 9/1 (90% de geração solar e 10% de geração eólica)

Total de energia ativa consumida diariamente: 6895 Wh/dia

Tensão do sistema: 12 volts

Energia fotovoltaica  

A energia fotovoltaica é aquela obtida a partir da transformação da energia solar. Para esta transformação são utilizadas células fotovoltaicas na sua maioria fabricadas a partir do silício amorfo. Na Casa Autônoma, a energia fotovoltaica está sendo implantada de forma progressiva atendendo ao seguinte cronograma:

PRIMEIRA ETAPA: (já implantada)  circuitos de iluminação;

SEGUNDA ETAPA: circuitos de tomada para aparelhos de uso esporádico (tv, som, forno microondas, batedeira, liquidificador);

TERCEIRA ETAPA: circuitos de tomada para aparelhos de uso contínuo (geladeira, freezer, bombas automáticas, computador de controle);

QUARTA ETAPA: circuito de segurança e reserva.

O projeto total obedecerá ao seguinte dimensionamento:

PRIMEIRA ETAPA

A primeira etapa já implantada possui a seguinte configuração:

4 Painéis fotovoltaicos de 75 Wp

3 baterias de 150 Ah

1 controlador de carga e descarga de 30 ampéres

1 controlador de carga e descarga de 10 ampéres  

Energia eólica

É sabido que Brasília possui quase nenhuma viabilidade para a energia eólica. As pequenas turbinas disponíveis no mercado começam a produzir energia com ventos de 2,8 m/s. A média para Brasília na região urbana é de 3 m/s, ou seja,  se tirarmos pela média, quase não teremos produção eólica. Para o Projeto Casa Autônoma, a energia eólica estará entrando mais como objeto de pesquisa, ou seja, poderemos estar monitorando a geração instantânea dia-a-dia e montando um quadro do comportamento eólico na prática.

A pesquisa também abrange o estudo de um  método de avaliação e dimensionamento conhecido como Método de Freqüência Relativa. Este método serve como dimensionador de uma futura estação eólica e avalia com qual freqüência cada velocidade de vento incide ao longo do dia de forma percentual. Ao fim de um determinado período de tempo,  podemos estabelecer a freqüência relativa de cada velocidade e estabelecer a produção eólica com mais segurança do que o tradicional método da velocidade média.  

Circuitos e lâmpadas

A planta elétrica tem como principal característica a separação entre os circuitos de tomada e de iluminação:

Os circuitos de tomada são separados em circuitos de tensão 110 V estabilizada e circuitos de tensão 220V estabilizada. Alguns cômodos que se utilizem de equipamentos de tensão 110V, (computadores e periféricos), possuem um cabeamento elétrico semi-estruturado, ou seja, um pequeno quadro de comando que possibilita a habilitação das tomadas em 110V ou 220V .

Os cômodos são ainda supridos com um circuito opcional de tensão 24V com tomadas especialmente confeccionadas para a Casa Autônoma. Estes circuitos se prestam a alimentar equipamentos como câmeras de segurança, controladores do sistema de automação, mostruários digitais de temperatura, umidade , válvulas solenóide e outros.

Os circuitos de iluminação estão divididos em dois circuitos alimentados com  12V, operando com quatro tipos de lâmpadas:

1) Lâmpadas fluorescentes 4 pinos de 5W, 9W e 12 W com reator/inversor e alimentação 12V, cor amarela, instaladas em luminárias decorativas especialmente adaptadas para o Projeto Casa Autônoma;

2) Lâmpadas automotivas de 1W, 3W e 5W , alimentadas com 12V, cor amarela e luminárias projetadas e desenvolvidas pelo Projeto Casa Autônoma para se obter o máximo de eficiência luminotécnica.

3) Lâmpadas dicróicas 20W e bipino 20 W - 12V

4) LEDs operando com 12 volts.

Cabeamento estruturado  

O Projeto conta com uma solução de cabeamento estruturado com 47 pontos não dedicados que operam os sistemas de telefonia, rede de computadores e equipamentos de controle e medição. Toda a solução de cabeamento foi desenvolvida pela ANP através de sua representante em Brasília a empresa NDI TELECON.  

Shafts de instalações

As instalações elétricas e hidro-sanitárias passam, na sua maioria, por shafts de instalações colocados em posições estratégicas da edificação. Este sistema possibilita a adequação das instalações às possíveis mudanças, bem como a inserção de novas redes para atender equipamentos e sistemas complementares.

SPDA

Um sistema completo de proteção contra descarga atmosféricas foi instalado na casa. O sistema compõe-se de aterramento completo das partes metálicas expostas e protetores dos quadros elétricos

Canaletas para instalações

Dentro de uma concepção sistêmica de projeto integrado, foram planejadas canaletas de instalações que são decoradas com tabeiras de madeira. Sob estas canaletas passam todas as instalações horizontais dos dois pisos da residência.

Iluminação natural

Os conceitos de eficiência energética contemplaram uma farta participação da iluminação natural nos ambientes internos da casa. Grandes índices de aclaramento natural foram obtidos na totalidade dos ambientes de estar e de trabalho.

Eficiência energética

Os princípios de eficiência energética são fundamentais ao sucesso do projeto devido principalmente à necessidade da redução da carga instalada e do consumo  de energia.

Além dos conceitos de eficientização, o projeto procura também pesquisar a adequação das tecnologias de geração elétrica alternativa ao nível urbano, como alternativa para a economia doméstica e para o planejamento do sistema energético global.

São premissas do projeto:

1) Otimização da iluminação natural;

2) Aquecimento de água  através de captação solar;

3) Geração de energia por meios alternativos (solar e eólico);

4) Adequação da carga térmica aos níveis de conforto para minimizar o consumo energético com equipamentos climatizadores;

5) Prioridade de climatização por meios não mecânicos;

6) Controle luminotécnico;

7) Monitoração de equipamentos e de consumo;

8) Autonomia de nobreak;

9) Utilização de equipamentos com comprovada eficiência a nível de consumo;

10) prioridade na utilização de lâmpadas de baixo consumo (9W e automotivas);

11) Iluminação de tarefas;

12) Cálculo rigoroso da iluminação requerida e fornecida;

13) Sistema autônomo de bloqueio de circuitos.

Irrigação automatizada  

Todos os jardins contam com um sistema de irrigação automatizada com controladores programáveis que estabelecem o dia e as horas de irrigação. O controle é feito a partir de válvulas solenóides interligadas a um controlador de seis seções. Para as épocas de chuva, um sensor avalia a quantidade de umidade e controla o acionamento automático.

Climatização por vaporização  

Para os períodos extremamente secos, em que a umidade em Brasília cai abaixo dos índices de conforto, foi instalado na Casa Autônoma um eficiente sistema de umidificação por vaporização fornecido pela PRIMETECH. O sistema consiste de uma bomba de alta pressão controlada eletronicamente que injeta a água em bicos vaporizadores com proteção ati-gotejamento.  

Irrigação dos telhados

O sistema de climatização se completa com uma irrigação do telhado feita com micro aspersores que se utilizam da água da chuva para reduzir o calor incidente na cobertura.  

Isolamento acústico e térmico

A arquitetura e o acabamento da construção se utilizaram de materiais com características especiais no que se refere às propriedades térmicas e de conforto ambiental. Alguns deles:

Janelas e portas de PVC com isolamento múltiplos e vidros laminados - fornecedor TIGRE - CLARIS

 

 

Forros especiais com propriedades térmicas - fornecedor ARMSTRONGArmstrong - Forros

 

Pisos flutuantes - fornecedor DURAFLOR

Durafloor - Pisos Laminados

 

 

Telhas térmicas com enchimento de poliuretano - fornecedor PANISSOL

Aquecimento solar

O aquecimento da água será feito através do tradicional sistema de placas de aquecimento com acumulação em boiller. Serão utilizados equipamentos já consagrados no mercado e também testada uma nova tecnologia para aquecer a piscina que consiste de um sistema que trabalha com temperaturas mais elevadas (60° a 80 °) e com redução das perdas do sistema. Estudos estão sendo realizados no sentido de eliminar a resistência auxiliar do reservatório.

CFTV e alarme monitorado  

O sistema segurança se compõe do alarme monitorado 24 através de central que funciona a partir de sensores instalados nas paredes e portas. O circuito interno de TV completa a segurança e proporciona uma visualização de áreas inacessíveis através de 8 câmeras instaladas na fachada que controlam os acessos e áreas externas próximas.  

 

Estrutura – sistema SIC

A solução estrutural adotada compreende um vigamento de madeira independente com fechamentos de tijolo maciço em panos auto-portantes. Esta solução estrutural possibilitou uma amarração especial de toda a estrutura de forma a possibilitar o trabalho higromórfico da madeira, pois em nenhum momento a estrutura interage com os panos de fechamento, evitando as trincas na alvenaria e envergamentos na madeira que ocorrem freqüentemente em climas com grande variação de temperatura e umidade.

Baseado neste princípio, foi criado um sistema estrutural para a Casa Autônoma batizado de SIC - Sistema Independente Compartilhado. No SIC, os panos de lajes estão simplesmente apoiados sobre a estrutura travada de madeira, permitindo a trabalhabilidade da mesma. As lajes funcionam como no sistema Steeldeck, contendo uma armação metálica como forma permanente sobre a armação de madeira e o interior de concreto armado.

Para os fechamentos de alvenaria, foram utilizados os blocos de concreto celular que são leves e fáceis de trabalhar. A interação da alvenaria com a estrutura no sistema compartilhado se dá através de pinos metálicos e uma interface que pode ser de metal ou borracha. Neste conceito, toda a alvenaria se torna portante mas permanece guiada pela estrutura, permitindo ainda a trabalhabilidade da mesma.

Automação residencial  

O sistema de gerenciamento e automação é composto de uma central micro-processada monitorada via computador através de um software específico. A central é capaz de comandar diversas funções como controle de temperatura e umidade, acionamento de equipamentos e detecção de acesso. A central é composta de módulos que se interagem de acordo com o esquema da figura a seguir.

Monitoramento

O monitoramento energético é capaz de avaliar os parâmetros de consumo diário, produção diária dos geradores (solar e eólico), estado de carga das baterias, desempenho do sistema em relação ao projetado e desvio do desempenho.

Como respostas à avaliação dos parâmetros, o sistema deve ser capaz de produzir as ações de alarme do sobreconsumo, alarme da situação crítica e bloqueio de circuitos. O sobreconsumo é o consumo acima do parâmetro previsto para determinada situação. Um estudo dos riscos do sobreconsumo avalia a situação de fartura que é quando a produção excede o consumo diário, sobrando carga para a reposição do banco de baterias, a situação de normalidade, na qual a produção é suficiente para garantir o abastecimento normal, a situação de alerta em que a produção é ligeiramente inferior ao consumo diário, provocando um decréscimo acumulativo do estoque do banco de baterias e a situação crítica em que há um grande decréscimo da carga do banco de baterias que coloca em risco o atendimento ao sistema, requerendo uma ação imediata através do bloqueio de circuitos.

 

O monitoramento climático consiste na análise da situação térmica e de umidade ao longo do dia e durante todos os dias do ano. Este monitoramento é executado através do sistema de sensores e controladores. O monitoramento deve avaliar os dados diários, compará-los com os parâmetros e fornecer a informação ou comando para uma ação reguladora. A ação reguladora age diretamente nos elementos termo-reguladores com o objetivo de produzir um ajuste de temperatura ou umidade. Logicamente só poderão receber uma ação reguladora os elementos passivos e mecânicos que tiverem as condições de mobilidade e autonomia previamente estabelecidos em projeto. A possibilidade de utilização de um software de controle propicia a avaliação do ajuste efetuado, checando os dados com os cálculos prévios e gerando relatórios diários. A avaliação dos dados diários de temperatura e das ações ao longo de um período possibilita a avaliação do desempenho dos elementos termo-reguladores indicando o grau de sua eficiência.